VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA ENTRAR NA VIDA PROFISSIONAL?

3 de março de 2010 | Categoria: Artigos

Hoje em dia, é comum vermos jovens de 25, 27, até 30 anos morando com os pais. Os jovens saem de casa cada vez mais tarde, ou seja, retardam sua entrada na vida adulta, como se a adolescência não acabasse nunca. Será que esses jovens estão preparados para entrar na vida profissional?

Pode ser que os jovens permaneçam na casa dos pais porque o mundo adulto, principalmente o mundo profissional, ficou mais difícil e mais competitivo. Se você é jovem, sabe do que eu estou falando: a concorrência para entrar numa faculdade pública ou conseguir um estágio é brutal.

É por isso que dediquei um dos meus livros, o Sempre em Frente, aos jovens que enfrentam tantos medos e desafios ao entrar no mundo adulto. Lá eu explico que, quando entramos na vida adulta, temos de escapar de três armadilhas.

A primeira é do tipo Peter Pan, que faz você continuar agindo como se fosse criança: esquece de se matricular na faculdade, vive levando bronca do chefe, não consegue nem acordar sozinho!

A segunda armadilha é a do tipo Rebelde sem Causa. É o jovem que só arruma encrenca, dirige bêbado, transa sem camisinha… Adora a “liberdade” dos adultos, mas detesta a responsabilidade de crescer.

A terceira armadilha é o Faz-tudo. Ele entra em três faculdades, pula de estágio em estágio, de esporte em esporte… mas não conclui nada.

Se você caiu numa dessas armadilhas, prepare-se: a vida lá fora é realmente assustadora, mas também é fascinante. É preciso entender que a infância acabou, assumir responsabilidades e escolher um caminho só seu. Valorize sua escolha e fique nela, pois só assim o mundo vai valorizar você.

Assista ao vídeo que gravei especialmente para você, falando um pouco mais sobre isso:

Conheça o livro Sempre em Frente e tenha uma ótima semana!

Grande abraço,

Roberto Shinyashiki

Comentários

  • Alexandre disse:

    Roberto,

    Bastante interessante o seu texto. Quero apenas lembrar que em muitos casos, o que prende a pessoa a casa dos pais até quase 30 anos pode ser a questão financeira e não a imaturidade.

    Cito o meu caso como exemplo: trabalho desde os 14 anos por opção e só fui sair da casa dos meus pais com 29 anos, quando me casei. Hoje tenho 34 anos, sou formado em Engenharia, pós graduado em Administração e lidero pessoas na empresa em que trabalho. Ou seja, crescer (no sentido intelectual e de atitude) é uma escolha e não não está vinculada com o local onde você mora.

    Grande abraço e boa sucesso!

  • Fernanda disse:

    Concordo com o Alexandre acima. Esta possibilidade deveria ser avaliado pelo Sr.
    Hoje é muito difícil sair de casa, não só por nós mesmos, mas por uma família que também depende da nossa renda.

    Estou terminando a faculdade de jornalismo e minha família é meu grande apoio. Não financeiramente, mas em todas as outras necessidades.

    Texto ótimo, de grande ensinamento.
    Abs,

  • Andréa Siena disse:

    Roberto, com 23 anos saí de casa, foi uma batalha, trabalhava o dia todo, estudava à noite, morava de favor na casa de parentes, aos 25 fui morar sozinha, olha foi uma luta, mas valeu muito a pena.
    Hoje sou casada e tenho um filho.
    Foi a melhor coisa que eu fiz na vida, tomar conta de mim mesma eu aprendi muito.
    Mas hoje como mãe, tenho que me policiar, pois a gente quer a cria perto da gente, porém eu sei que é o mundo e a independência que vai fazer a diferença na vida do meu filho.
    Muito interessante o artigo.

  • Glaucia disse:

    Roberto sou sua fã conheci o seu trabalho com a minha psicóloga na hora em que mais precisei d vc foi quando sai da casa dos meus pais, pois tive a minha filha muito nova (15 anos) e fui morar sozinha foi muito dificil estudava, trabalhava, e ainda tinha casa e marido, mas infelizmente não deu certo nosso relacionamento e voltei a morar com meus pais. minha filha cresceu hoje ela tem 9 anos e decidi morar sozinha novamente estou casada e ela não quis morar comigo sofri muito e fui atras do que eu mais queria minha independencia, hoje estudo não faz muito que estou desmpragada faço ensino superior estou quase me formando, mas a segurança da casa dos meus é o que eu mais sinto falta e felizmente meus pais nunca me abandonaram tanto sentimentalmente quanto financeiramente eles são dez e estou a procura do meu esoaço profissional q independente de eu estar morando com eles ou não sempre corri atras dos meus objetivos.
    Abçs adoro os teus livros!!!!

  • Tenho filhas nesta idade por isso me preocupei com a independecia delas, isso as vezes chega a causar revolta neles, mas é necessario para o crescimento e maturidade, isso depende muito mais dos “PAIS” do que dos filhos, ja que quem os educou foram os pais.

  • Karen disse:

    Roberto, obrigada pelo e-mail, eu tenho 32 anos e sou o exemplo 3, jovem dedicada, com faculdade de educação fisica e uma d fisioterapia naum concluida, tenho trocentos mil cursos na minha área, hj. sou funcionaria publica e moro com meus pais sem a perspectiva de sair de casa ainda.
    Seu estudo tem coerencia com jovem brasileiro e por isto eu te admiro muito!!!

  • Olímpia Moreira disse:

    Roberto,

    Boa Tarde!

    Algum tempo leio seus livros,suas citações,sou sua fã.Esse novo livro ainda não li,mas pretendo,sobre o texto devo concordar com os demais leitores,as vezes retardamos essa saída pelo fator financeiro,ainda estou na casa de meus pais,pretendo sair ainda este ano,mas já fazem dois que me organizo para isso,como compra de um imóvel.Quando temos essa oportunidade de sair organizadamente,acredito que tratasse de bom senso.Não penso em sair da casa de meus pais por pura aventura ou “grito de liberdade”.Meu pai saiu de casa muito cedo,sofreu muito,hoje ele nos passa segurança e solicita cautela.

  • elrick honorato de oliveira disse:

    Muito bom esssa mensagem.Eu tenho 27 anos e sou exemplo 3, tenho curso de segurança do Trabalho, curso de informática e inglês não avançado mas, já parei no meio do caminho. Deixei de concluir alguns outros cursos. Mais agora entendi: tenho que manter o foco. Acredito que sempre em frente vai me ajudar muito. Grato

  • José Carlos disse:

    Gostei do texto. Bom alerta sobre as armadilhas. Mas e os pais? Como poderiam enfrentar estas questões de uma forma que ajudariam o crescimento dos filhos?

  • Cecilia Maria de Almeida Pereira disse:

    Roberto: sou sua fã, gosto muito de seus livros, e ja te falei isso por e-mail. A minha vida foi bem diferente, eu nunca sai de casa, meus pais faleceram e eu vivo com minhas irmas e cuido de um irmao com problemas depressivos. Eu e minha duas irmas cuidamos dele como se fosse nosso filho, nao sei nem se estou certa, mas vida praticamente e dedicada a minha família. Meus pais vieram a falecer e nao conseguir sair do ninho. Nao casei, nem eu nem minhas irmas. Todas nos trabalhamos, e vivemos muito em função da outra. Não casei nao foi por falta de oportunidade, ate conheci muitas pessoas interessantes, mas sempre fiquei insegura, sempre exigi muito. Um abraço Roberto – te admiro muito, com certeza voce ajuda e ajudará muitas pessoas com seu livros.

  • valdir alberi kirst disse:

    legal,este livro mostra a mais pura realidade,tenho 42 anos sou pai de duas filhas -16 e 21 anos,por eu amalas vou lhes dar o livro de presente.

  • Leandro Goes Pinto disse:

    Olá Roberto e demais leitores,
    O texto escrito, juntamente com os demais comentários me levaram a refletir. Sou um jovem de 25 anos e a um determinado tempo venho pensando em criar um blog e escrever um pouco sobre minhas pequenas experiências de vida.
    Este é o momento, e solicito vossa autorização Roberto, para usar seu texto em minha primeira publicação. É claro que fazendo referência da fonte (seu blog) e os demais comentários que pretendo fazer (o meu comentário vou fazer no seu blog depois).
    Obrigado

  • Elidia disse:

    Hola Roberto, obrigada pelo email.Acho que os filhos tipo sangue-suga, rebeldinho da vovó e tonto de baba a gente encontra em muitos lares. Pelo que eu observo e pelo que eu tenho vivido esses tipos comentados por você, acredito que estao mais presentes nos lares classe média. Justamente porque numa casa onde a criança cresce vendo o pai e a mae trabalhando, desde cedo ela saca e aprende que o negócio é levantar as mangas e ir a luta. Penso que isso é um problema numa casa. Alguém está falhando no círculo familiar. Proteger nossos filhos é uma tendência natural do humano e nao humano, porém tudo tem limite.

  • julio barros disse:

    gostei muito do seu artigo, e sou a favor do desenvolvimento pessoal e profissional de cada pessoa, tambem tenho certeza que cada um pode e deve avaliar sua situação para não ter de voltar sobre os proprios passos, abraços julio

  • maysa disse:

    Obrigada pela sua dica bjs

  • [...] importante é a independência e a autoconfiança dos jovens em relação à vida com os pais? Roberto Shinyashiki alerta para os medos e desafios de se começar uma carreira e ter que abandonar …. Você está [...]

  • Rafaela disse:

    Oi Roberto.

    Sem dúvida o texto serve para muitos jovens acomodados talvez. Mas como tudo, existe outra versão para a situação.

    Tenho 25 anos e muito desejo de morar sozinha e etc. Já me formei, quero engrenar uma pós e trabalho desde que comecei a faculdade. Mas moro com minha mãe e esta depende muito, financeiramente e fisicamente (por conta de doença),de mim.

    Em alguns momentos nossas escolhas ficam atreladas a outros fatores também. Não quero dar uma de filha rebelde e dizer: “Ah! Vou viver meus sonho e vc que se vire!”

    Obrigada pelos textos…Adoro seu blog!

    Grande abraço!

  • Rodrigo monteiro disse:

    Ola Roberto: Tenho 25 anos de idade..por causa de um problema pessoal,acabei perdendo muito tenpo na minha vida..a unica coisa que consegui foi terminar o segundo grau…agora quero começar uma vida aos 25 é muito tarde?..nao tenho casa nem enprego..e dependo dos meus pais para muits caisas…pode me ajudar?..abgd.

  • Daniel disse:

    Sempre em Frente está sendo uma ótima leitura.
    Atitude de artilheiro de campeonato é essa postura que vou adotar, Sempre Enfrente, atravessando o mangue rumo ao mar!

    PARABÉNS ROBERTO você é iluminado, Abraço!

  • Wilma disse:

    Olá Roberto!
    Primeiro quero que saiba que o admiro muito, sou mãe e vejo minha filha procurando seu espaço e realização.
    Tive muita dificuldade após devolver nossa primeira filha para Deus e acabei protegendo demais a que ficou, mas quero que ela seja muito feliz e vou apoia-la a seguir seu caminho mesmo que seja longe de mim.
    obrigada e se puder me orientar eu agradeço muito.

  • Rafael F. Araujo disse:

    Saudações a todos,

    Com 17 anos deixei a casa de meus pais para estudar num curso superior. Ainda em curto iniciei um estágio e posteriormente fui contratado. Me formei em Análise de Sistemas. Atualmente tenho 23 anos, tenho um bom emprego, uma independencia financeira. Desde que sai da casa de meus pais nunca mais tive vontade de voltar, a não ser por motivos sentimentais. É complicado, é difícil, é exaustivo “batalhar” sozinho, sem os pais por perto, porém, a gratificação por isso tem o mesmo tamanho. Comprei meu carro, comprei meu apartamento, tenho meus luxos. Agora mesmo, estou escrevendo este comentário da minha aula de pós graduação em Controladoria, que foi pesquisando sobre o Plano Real encontrei este blog e não poderia deixar de comentar. Em resumo, meu comentário seria: “Não é fácil e não é impossível”

    Roberto, parabéns pelo seu trabalho.

  • Pauline disse:

    Gostei muito do blog e do tema abordado. Reflexivo e esclarecedor.

  • carla disse:

    Boa tarde,

    Estou vivendo um dilema. Meu ex-marido morreu e não havíamos nos separado oficialmente. Tenho 2 filhas, uma me dou super bem (21 anos) agora a de 19 anos não suporto mais viver na ms casa que ela, pois é rebelde, e não aceita meu novo casamento. vivemos todos na ms casa, o clima sempre tenso.Bom, a pergunta é…..se eu conseguir vender a casa que o pai delas deixou e der a parte delas, estarei agindo errado? desejo ter paz e viver meu novo casamento sem fantasmas. Preciso de ajuda. obrigada

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